Quanto cobrar como Gestor de Milhas? Aprenda a definir o preço do seu serviço

Uma das maiores dúvidas de quem deseja trabalhar profissionalmente com gestão de milhas é:

Quanto devo cobrar pelos meus serviços?

Essa pergunta parece simples, mas a resposta depende da forma como você enxerga o seu negócio.

Muitos profissionais acabam copiando o preço de outras pessoas, enquanto outros cobram um valor sem qualquer cálculo. O resultado normalmente é o mesmo: trabalham muito, ganham pouco e têm dificuldade para crescer.

Neste artigo você vai entender as três formas de precificar um serviço de gestão de milhas e descobrir qual delas faz mais sentido para construir um negócio lucrativo.

Por que a maioria dos gestores cobra errado?

O maior problema não é o valor cobrado.

O problema é que muitos gestores não sabem exatamente qual resultado irão entregar ao cliente.

Se você não consegue estimar o benefício que irá gerar, fica difícil justificar um preço alto.

Por isso, antes de pensar em números, você precisa entender qual será a transformação entregue ao cliente.


Existem três formas de cobrar pelo serviço

Independentemente de trabalhar com milhas, consultoria, advocacia ou qualquer outro serviço, normalmente existem três modelos de precificação.

1. Cobrar pelo valor da sua hora

Esse é o método mais técnico e financeiramente mais correto.

Funciona da seguinte maneira:

  • Defina quanto deseja ganhar por mês.
  • Descubra quantas horas realmente trabalhará atendendo clientes.
  • Divida uma informação pela outra.

Exemplo

Imagine que sua meta seja ganhar R$ 10.000 por mês.

Se você pretende trabalhar aproximadamente 80 horas mensais com clientes:

R$ 10.000 ÷ 80 = R$ 125 por hora

Agora basta calcular quantas horas, em média, um cliente exigirá durante todo o período contratado.

Se um cliente consumir cerca de 48 horas ao longo de um ano:

48 × R$125 = R$6.000

Esse seria um preço coerente baseado no seu custo operacional.

Essa metodologia é utilizada por consultores, contadores e advogados.

2. Cobrar pela média do mercado

Esse é o método mais utilizado.

E também um dos mais perigosos.

O raciocínio costuma ser simples:

“Os outros gestores cobram R$4.000. Então vou cobrar R$4.000 também.”

O problema é que você não conhece:

  • os custos do concorrente;
  • a estrutura que ele possui;
  • quantas pessoas trabalham com ele;
  • quanto tempo ele dedica para cada cliente;
  • quanto realmente sobra de lucro.

Copiar preços pode fazer você cobrar menos do que deveria ou até mais do que o mercado aceita para o nível de serviço entregue.

No curto prazo isso pode parecer funcionar.

No longo prazo, pode comprometer toda a saúde financeira do negócio.

3. Cobrar pelo resultado previsto (o modelo mais inteligente)

Existe uma terceira forma que costuma fazer muito mais sentido para serviços de alto valor.

Ela consiste em cobrar com base no resultado esperado que será entregue ao cliente.

Na gestão de milhas isso funciona muito bem.

Por exemplo:

Se você consegue demonstrar que seu trabalho pode gerar uma economia de R$20.000 em passagens durante um ano, cobrar alguns milhares de reais deixa de parecer caro.

Na verdade, passa a ser um excelente investimento para o cliente.

Esse modelo muda completamente a conversa.

Você deixa de vender horas.

Você passa a vender resultado.

E clientes de maior poder aquisitivo normalmente entendem muito melhor esse tipo de proposta.

Quanto um Gestor de Milhas trabalha para cada cliente?

Uma dúvida comum é imaginar que um cliente exigirá atenção todos os dias.

Na prática, normalmente não funciona assim.

Em geral:

  • o início da gestão exige mais dedicação;
  • depois existe um período de menor demanda;
  • quando surge uma viagem importante, o trabalho aumenta novamente.

Ao longo de vários meses, muitos gestores percebem que cada cliente consome poucas horas semanais.

Isso permite atender diversos clientes simultaneamente sem precisar trabalhar em tempo integral.

Antes de definir o preço, defina sua meta

Ao invés de perguntar:

“Quanto o mercado cobra?”

Pergunte:

  • Quanto desejo ganhar por mês?
  • Quantas horas realmente quero trabalhar?
  • Quantos clientes consigo atender?
  • Qual economia posso gerar para cada cliente?

Quando essas respostas ficam claras, o preço praticamente aparece sozinho.

O erro que impede muitos gestores de crescer

O maior erro é acreditar que gestão de milhas é apenas emitir passagens.

Na realidade, você está vendendo:

  • inteligência;
  • planejamento;
  • economia de tempo;
  • estratégia;
  • economia financeira.

Quanto maior o valor percebido pelo cliente, menor será a resistência ao preço.

Por isso, bons gestores deixam de competir por preço e passam a competir por resultado.

Conclusão

Não existe um preço único para gestão de milhas.

Existe um preço coerente para o valor que você entrega.

Quem aprende a calcular seus custos, entender o mercado e principalmente demonstrar o resultado esperado consegue cobrar mais, atrair clientes melhores e construir um negócio muito mais sustentável.

Se você pretende transformar a gestão de milhas em uma profissão, aprender a precificar corretamente é uma das habilidades mais importantes para alcançar resultados consistentes.

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