Uma das maiores dúvidas de quem deseja trabalhar como Gestor de Milhas é: quanto cobrar pelo serviço?
A resposta não está em copiar o preço de outros profissionais. O valor da gestão deve ser definido de acordo com o perfil do cliente e, principalmente, com o resultado financeiro que você será capaz de entregar.
Neste artigo você entenderá como precificar corretamente a gestão de milhas e por que escolher o cliente certo faz toda a diferença.
O erro de definir o preço olhando para o mercado
Muitos iniciantes procuram saber quanto outros gestores cobram e simplesmente repetem aquele valor.
Esse é um dos maiores erros.
A precificação precisa considerar:
- Perfil do cliente;
- Valor das viagens;
- Potencial de economia;
- Complexidade do trabalho;
- Valor percebido pelo cliente.
Quando isso não é levado em consideração, o gestor corre dois riscos:
- cobrar menos do que deveria;
- cobrar um valor que o cliente não consegue enxergar como investimento.
O cliente ideal para Gestão de Milhas
Na prática, a gestão funciona melhor para clientes que:
- gastam pelo menos R$ 20.000 por mês no cartão de crédito;
- realizam, no mínimo, duas viagens internacionais por ano.
Esse perfil normalmente gera uma quantidade suficiente de milhas para que exista uma economia relevante durante o ano.
Além disso, são pessoas que realmente utilizam o serviço e possuem um custo elevado com viagens.
Na prática, muitos gestores utilizam um filtro ainda mais conservador, considerando clientes com gastos próximos de R$ 30.000 mensais para evitar problemas de qualificação.
Por que esse filtro é importante?
Imagine um cliente que realiza duas viagens internacionais em família durante o ano.
Entre passagens, hospedagem, aluguel de carro e demais despesas, esse cliente pode gastar facilmente entre R$ 60.000 e R$ 100.000.
Se a gestão conseguir gerar uma economia de dezenas de milhares de reais, pagar alguns milhares pelo serviço passa a fazer sentido.
Por outro lado, um cliente que faz poucas viagens e possui gastos baixos dificilmente perceberá valor suficiente para contratar uma gestão completa.
Nesses casos, uma consultoria costuma ser uma alternativa mais adequada.
Quanto cobrar?
Uma forma simples de precificar é relacionar o valor cobrado com a economia prevista.
Como referência:
- Gestão de R$ 4.000 → entregar pelo menos R$ 10.000 de economia.
- Gestão de R$ 6.000 → entregar pelo menos R$ 12.000 de economia.
- Gestão de R$ 10.000 → entregar pelo menos R$ 20.000 de economia.
O cliente não está comprando milhas.
Ele está comprando economia, estratégia e tranquilidade.
Quanto maior for o retorno que você demonstra, mais natural será a contratação.
Nunca venda antes de entender as viagens
Um erro bastante comum é vender a gestão sem saber quais viagens o cliente pretende realizar.
O processo ideal é:
- Qualificar o cliente.
- Descobrir quais viagens ele fará.
- Pesquisar os custos reais.
- Calcular a economia possível.
- Somente então apresentar a proposta.
Sem essa etapa, o gestor trabalha apenas com suposições.
Faça uma apresentação personalizada
Depois da pesquisa, monte uma apresentação mostrando:
- quanto o cliente pagaria normalmente;
- quanto ele pagará utilizando milhas;
- qual será a economia;
- quais atividades serão executadas durante a gestão.
Por exemplo:
- emissão de passagens;
- estratégia de cartões;
- compra de milhas quando necessário;
- transferências bonificadas;
- seguro viagem;
- chip internacional;
- acompanhamento durante todo o processo.
Quando o cliente enxerga exatamente o que receberá, o valor da gestão deixa de ser apenas um número.
Venda resultado, não preço
O foco da apresentação nunca deve ser o preço.
O foco deve ser o resultado.
Se o cliente percebe que economizará R$ 18.000 e ainda terá alguém cuidando de todo o processo, pagar R$ 6.000 deixa de ser um custo e passa a ser um investimento.
É exatamente essa mudança de percepção que aumenta a taxa de fechamento.
Quando oferecer consultoria em vez de gestão
Nem todo cliente precisa de uma gestão anual.
Se ele não possui o perfil adequado — poucos gastos no cartão ou poucas viagens internacionais — uma consultoria costuma gerar mais valor para ambos.
Assim, você evita clientes insatisfeitos e mantém a gestão focada em quem realmente consegue aproveitar todo o potencial do serviço.
A apresentação faz parte da entrega
Muitos gestores tentam vender rapidamente, enviando apenas um formulário ou uma proposta.
Na prática, dedicar tempo para entender o cliente e apresentar um plano personalizado facilita tanto a venda quanto a execução do serviço.
Além disso, clientes que enxergam claramente o resultado tendem a indicar outras pessoas com perfil semelhante.
Esse é um dos fatores que ajudam a construir uma carteira de clientes de alto valor.
Conclusão
Definir quanto cobrar pela gestão de milhas não depende do preço praticado pelo mercado.
O valor deve estar diretamente relacionado ao benefício entregue ao cliente.
Por isso, antes de pensar em precificação, organize um processo consistente de:
- qualificação;
- pesquisa das viagens;
- cálculo da economia;
- apresentação personalizada;
- demonstração clara do valor gerado.
Quando o cliente percebe que economizará muito mais do que investirá na gestão, a decisão de contratação se torna muito mais natural.
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