Gestão de Milhas: você é gestor ou apenas um professor de milhas?
O mercado de gestão de milhas cresceu muito nos últimos anos. Cada vez mais pessoas descobrem que é possível transformar conhecimento em viagens e milhas em um negócio altamente lucrativo.
Porém, existe um erro que impede muitos profissionais de cobrarem honorários mais altos, fecharem clientes premium e construírem uma carteira sólida de clientes de alta renda.
O problema é simples:
Muitos profissionais ainda se comportam como professores de milhas quando deveriam agir como gestores.
Neste artigo você vai entender:
- Quem é o cliente ideal da gestão de milhas;
- Os diferentes perfis de usuários de milhas;
- O erro que faz gestores perderem vendas;
- Como atender clientes de alta renda da forma correta;
- Como se posicionar como um gestor profissional.
Os 4 níveis de usuários de milhas
Antes de entender o papel do gestor, é importante compreender os diferentes perfis existentes no mercado.
1. O vendedor de milhas
Esse é o perfil mais comum durante muitos anos.
Ele acumula pontos e milhas através dos gastos do cartão de crédito e, quando junta uma quantidade relevante, simplesmente vende as milhas.
Normalmente não existe estratégia.
O objetivo é apenas gerar algum retorno financeiro.
Características:
- Pouco interesse em aprender sobre programas de fidelidade;
- Não busca otimização;
- Vê as milhas como renda extra.
2. O usuário que faz tudo sozinho
Esse perfil já utiliza as milhas para viagens.
Ele acumula pontos durante o ano e, quando precisa viajar, faz suas próprias emissões.
Apesar disso, ainda existe pouca estratégia.
Normalmente ele:
- Não acompanha promoções;
- Não entende transferências bonificadas;
- Não utiliza clubes e campanhas de forma otimizada;
- Aceita pagar mais caro por desconhecimento.
3. O aluno que quer aprender
Esse é o perfil que gosta de estudar.
Ele deseja entender programas de fidelidade, cartões de crédito, estratégias de emissão e geração de pontos.
Muitas vezes são pessoas que possuem tempo disponível e gostam de controlar tudo pessoalmente.
Esse público costuma comprar:
- Cursos de milhas;
- Treinamentos;
- Livros;
- Mentorias.
Mas ainda não é um cliente de gestão.
4. O cliente de gestão de milhas
Aqui está o verdadeiro mercado da gestão de milhas.
Esse cliente não quer aprender.
Ele não quer estudar.
Ele não quer gastar tempo.
Ele quer alguém que resolva.
Da mesma forma que contrata:
- Contador;
- Advogado;
- Consultor financeiro;
- Personal trainer;
- Secretária executiva.
Ele deseja terceirizar a gestão das viagens.
O foco não é economia.
A economia apenas justifica o investimento.
O verdadeiro valor está na comodidade, planejamento e otimização do tempo.
Quem é o cliente ideal para gestão de milhas?
Um dos maiores erros dos iniciantes é tentar vender gestão para qualquer pessoa.
Na prática, o cliente ideal costuma apresentar características muito específicas.
Perfil mais comum:
- Gasta mais de R$ 20.000 por mês no cartão;
- Realiza viagens internacionais regularmente;
- Valoriza conforto e praticidade;
- Possui pouco tempo disponível;
- Está acostumado a delegar tarefas.
Esse cliente não procura um curso.
Ele procura uma solução.
O maior erro dos gestores iniciantes
Quando o potencial cliente pergunta:
“Como funciona a gestão de milhas?”
Muitos profissionais começam a explicar:
- Plano A;
- Plano B;
- Plano C;
- Programas de pontos;
- Cartões;
- Transferências bonificadas.
Mas isso não responde à pergunta.
O cliente não quer uma aula.
Ele quer entender qual problema você resolve.
A resposta correta deveria ser algo parecido com:
“Eu cuido de todas as viagens dos meus clientes, utilizando milhas quando faz sentido e dinheiro quando for mais vantajoso. Meu objetivo é economizar tempo, dinheiro e evitar erros no planejamento das viagens.”
Perceba a diferença.
Você está vendendo resultado.
Não conhecimento.
Gestão de milhas é direcionamento
O gestor profissional não fica esperando o cliente decidir tudo.
Ele orienta.
Ele direciona.
Ele organiza.
Quando um cliente diz:
“Estou pensando em viajar. Ainda não sei para onde.”
O gestor precisa conduzir a conversa.
Perguntas como:
- Qual o destino desejado?
- Qual o período?
- Qual o orçamento?
- Quantas pessoas irão viajar?
São fundamentais.
Sem essas informações não existe planejamento.
E sem planejamento não existe gestão.
Clientes de alta renda não querem textos enormes
Outro erro comum é acreditar que quanto mais informação você entregar, mais valor está gerando.
Na maioria das vezes acontece o contrário.
O cliente de alta renda valoriza objetividade.
Ele quer respostas como:
✅ Posso fazer.
✅ Não recomendo.
✅ O melhor caminho é este.
✅ O investimento será aproximadamente este.
✅ A emissão precisa ser feita até tal data.
Quanto menos ruído, melhor.
O gestor de milhas é como um personal trainer
Uma comparação interessante é com o trabalho de um personal trainer.
O aluno contrata o profissional porque deseja um resultado.
O personal orienta:
- O que fazer;
- O que evitar;
- Qual caminho seguir.
O gestor de milhas faz exatamente a mesma coisa.
Seu papel não é agradar o cliente o tempo todo.
Seu papel é conduzir o cliente para o melhor resultado possível.
Isso gera confiança.
E confiança gera retenção.
Como criar clientes fiéis na gestão de milhas
Os melhores gestores não se destacam apenas pelo conhecimento técnico.
Eles se destacam pela capacidade de simplificar decisões.
Quando o cliente percebe que não precisa mais pesquisar:
- Cartões;
- Programas de fidelidade;
- Emissões;
- Hotéis;
- Promoções;
Ele passa a enxergar valor real no serviço.
E é nesse momento que surgem relacionamentos de longo prazo.
Muitos gestores mantêm clientes por anos justamente porque eliminam a necessidade de o cliente pensar em viagens.
Conhecimento técnico é obrigatório, mas não suficiente
Para ter sucesso na gestão de milhas você precisa dominar:
- Cartões de crédito;
- Programas de fidelidade;
- Transferências bonificadas;
- Emissões nacionais;
- Emissões internacionais;
- Planejamento de viagens.
Mas isso sozinho não basta.
O diferencial está na postura.
O mercado recompensa profissionais que assumem o papel de gestores e não apenas de professores.
Conclusão
O maior erro de quem está começando na gestão de milhas é tentar ensinar quando deveria liderar.
O cliente premium não procura alguém para explicar como funcionam as milhas.
Ele procura alguém que resolva.
Quando você entende isso, sua comunicação muda.
Sua venda melhora.
Seu posicionamento se fortalece.
E você passa a atrair exatamente o tipo de cliente que valoriza e paga por um serviço de gestão profissional.
Se você deseja construir uma carreira sólida no mercado de gestão de milhas, comece por essa mudança de mentalidade:
Pare de agir como um professor de milhas e passe a atuar como um gestor de resultados.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que faz um gestor de milhas?
Um gestor de milhas administra estratégias de acúmulo, utilização e emissão de passagens para seus clientes, buscando economia, conforto e otimização do tempo.
Quanto ganha um gestor de milhas?
Os honorários variam conforme o modelo de negócio, mas profissionais especializados costumam cobrar entre R$ 3.000 e R$ 10.000 por cliente ao ano.
Vale a pena contratar um gestor de milhas?
Para pessoas que viajam frequentemente e possuem alto volume de gastos no cartão de crédito, a gestão costuma gerar economia financeira e grande ganho de tempo.
Quem é o cliente ideal da gestão de milhas?
Pessoas que gastam acima de R$ 20.000 por mês no cartão, realizam viagens frequentes e valorizam comodidade e praticidade.
Como começar na gestão de milhas?
O primeiro passo é adquirir conhecimento técnico sobre programas de fidelidade, cartões de crédito e emissões. Depois disso, é necessário desenvolver processos, posicionamento e atendimento profissional.
Artigo criado e escrito por Rodrigo Marroni que é especialista em gestão de Milhas e criador da Formação Profissão Gestor de Milhas
